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Perícia Médica

Quais As Perguntas Mais Comuns Realizadas Na Perícia Médica?

Veja as perguntas comuns na perícia médica judicial e do INSS, o que o perito busca esclarecer e como responder com honestidade e objetividade.

Dr. Mário Guimarães
Dr. Mário GuimarãesAutoria e revisão médica · CRM-DF 18.666 · RQE 17.972
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21 de fevereiro de 2026
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Atualizado em 20 de agosto de 2026
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6 min de leitura

Conteúdo informativo. A aplicação ao caso concreto exige avaliação médica e jurídica individual.

Quais As Perguntas Mais Comuns Realizadas Na Perícia Médica?

O perito costuma perguntar qual é a queixa, quando ela começou, como evoluiu, quais tratamentos foram feitos, quais atividades estão limitadas e qual é a rotina de trabalho. Também pode perguntar sobre doenças anteriores, afastamentos, medicamentos e documentos médicos.

Não existe um questionário único. As perguntas mudam conforme o objeto da perícia e conforme se trate de uma avaliação judicial ou administrativa do INSS. A forma mais segura de responder é relatar fatos verdadeiros, com datas e exemplos concretos, sem decorar respostas nem tentar adivinhar a conclusão esperada.

12 Perguntas Que o Médico Pode Fazer na Perícia

Estas são perguntas frequentes, mas o perito pode adaptar a entrevista ao caso:

  1. Qual é a sua queixa principal?
  2. Quando os sintomas começaram e como evoluíram?
  3. O que piora ou melhora os sintomas?
  4. Quais tratamentos, cirurgias ou terapias já foram realizados?
  5. Quais medicamentos você usa atualmente?
  6. Quais exames e relatórios médicos documentam o quadro?
  7. Qual é a sua profissão e quais tarefas você executa de fato?
  8. Houve afastamento do trabalho? Em qual período?
  9. Quais atividades profissionais estão limitadas?
  10. Quais tarefas do dia a dia ficaram mais difíceis?
  11. Existiam doenças, lesões ou sintomas anteriores?
  12. Há alguma informação relevante que ainda não foi registrada?

O objetivo não é obter uma “resposta certa”. A entrevista ajuda a construir uma cronologia, comparar o relato com os documentos e delimitar a repercussão funcional da condição examinada.

O Que o Perito Pergunta na Perícia Judicial?

Na perícia judicial, o exame deve responder ao objeto definido no processo e aos quesitos admitidos pelo juízo. Em uma ação trabalhista, por exemplo, podem surgir perguntas sobre tarefas, duração e intensidade das exposições, afastamentos, tratamentos, capacidade laboral e possível relação entre a condição e o trabalho.

Em uma ação cível, o foco pode ser a existência e a extensão de um dano, a cronologia do evento, condições anteriores e repercussões funcionais. A pergunta concreta depende do que está em discussão no processo; diagnóstico, incapacidade, nexo e dano são questões diferentes e não devem ser tratados como sinônimos.

O Código de Processo Civil determina que o laudo exponha o objeto, apresente a análise técnica, indique o método e responda conclusivamente aos quesitos. O juiz aprecia a prova pericial em conjunto com os demais elementos e deve explicar por que considera ou deixa de considerar as conclusões do laudo.

Para entender o roteiro completo do exame, consulte como é feita a perícia médica. Se o advogado ainda está definindo as perguntas técnicas do processo, veja também o guia sobre quesitos para perícia médica.

O Que o Perito do INSS Costuma Perguntar?

No INSS, a avaliação está ligada ao benefício solicitado e à comprovação de incapacidade para o trabalho ou para a atividade habitual. Podem ser abordados:

  • a doença ou lesão informada;
  • a data de início dos sintomas e do afastamento;
  • a profissão e as tarefas habituais;
  • os tratamentos em andamento;
  • os documentos médicos apresentados;
  • as limitações que interferem no trabalho.

O INSS informa que pedidos de benefício por incapacidade temporária podem, em determinadas situações, ser analisados por documentos pelo ATESTMED. A documentação deve estar legível e sem rasuras, e o atestado precisa identificar o segurado, indicar o diagnóstico ou CID, a data de emissão, o tempo estimado de afastamento e a identificação do profissional emitente.

Por isso, não presuma que toda avaliação do INSS seguirá o mesmo roteiro de uma perícia judicial. Também não use respostas prontas sobre “como ser aprovado”: o resultado depende dos requisitos do benefício e da análise individual dos fatos e documentos.

Como Responder às Perguntas do Perito

Diga a verdade e seja específico

Relate o que acontece na prática. Em vez de dizer apenas “tenho dor”, explique onde ela ocorre, quando começou, quais movimentos interferem na rotina e se há documentação contemporânea. Não aumente nem diminua sintomas.

Organize a cronologia

Antes da perícia, revise datas de início dos sintomas, consultas, exames, tratamentos, afastamentos e mudanças de função. Se não souber uma data com segurança, diga que não se recorda exatamente; não invente.

Descreva tarefas, não apenas o cargo

O nome da profissão pode não mostrar a atividade real. Informe tarefas, frequência, duração, esforço físico, posturas e pausas de maneira objetiva. A existência de uma exposição, isoladamente, não prova nexo causal; ela é um dos elementos da análise.

Diferencie diagnóstico de limitação

Um diagnóstico identifica uma condição, mas não define sozinho incapacidade, nexo ou dano. Explique quais atividades estão limitadas e como isso se manifesta, sem transformar a resposta em uma conclusão jurídica ou médico-pericial.

Responda ao que foi perguntado

Evite discursos decorados. Se uma informação precisa de contexto, acrescente-o de forma breve. Documentos organizados ajudam o perito a conferir o relato e reduzem o risco de omitir datas importantes.

O Que Levar Para a Perícia

Os documentos variam conforme o tipo de avaliação. Em geral, reúna identificação, exames, relatórios, atestados, receitas, registros de tratamento e documentos profissionais relacionados ao objeto da perícia.

Na perícia judicial, confirme com o advogado o que já está nos autos e o que deve ser apresentado no exame. No INSS, siga a orientação atual do serviço e do agendamento. O checklist detalhado está em o que levar na perícia médica.

Assistente Técnico na Perícia Judicial

Nas perícias judiciais regidas pelo CPC, as partes podem indicar assistente técnico e apresentar quesitos no prazo processual. O perito deve assegurar aos assistentes o acesso e o acompanhamento das diligências e dos exames, com a comunicação prévia prevista no processo.

O assistente técnico médico é profissional de confiança da parte. Sua atuação pode incluir análise do objeto pericial, formulação de quesitos, acompanhamento autorizado da diligência e elaboração de parecer. O escopo depende da fase processual e da questão médica concreta; a contratação não garante laudo favorável nem resultado judicial.

Essa regra do processo judicial não deve ser apresentada como um direito automático de acompanhamento presencial em toda perícia administrativa do INSS, que possui procedimento próprio.

Para conhecer o atendimento antes, durante e depois do exame judicial, consulte a página de assistência médico-pericial para partes.

Fontes Oficiais

Conclusão

As perguntas da perícia procuram esclarecer o histórico, a documentação e as repercussões da condição dentro do objeto avaliado. Preparar uma cronologia, levar os documentos adequados e responder com honestidade ajuda a tornar a avaliação mais clara, mas não antecipa nem garante a conclusão.

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Dr. Mário Guimarães

Dr. Mário Guimarães

CRM-DF 18.666 · RQE 17.972

Médico especialista em Medicina Legal e Perícias Médicas. Ex-Corregedor do CRM-DF. Master in Law, Penn Law (Ivy League). +1.000 atuações em 3 países.

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